
1600-1770
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No ano de 1600, William Gilbert (1540-1603) confirmou as observações de Peregrinus e especulou que a Terra deveria ser um íman gigante. Além disso, atribuiu a eletrificação dum corpo (através da fricção) à remoção dum fluido (chamou-lhe ‘’humor’’) que depois deixava uma atmosfera magnética (chamou-lhe ‘’effluvium’’) à volta do corpo. Nota que se trocares ‘’humor’’ por carga e ‘’effluvium’’ por campo elétrico, se percebe que Gilbert estava no bom caminho.

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Na década de 20 do século XVII, Stephen Gray (1666-1736) descobriu que a carga dum corpo eletreficado poderia ser transmitido para outros e que este efeito funcionava nuns materiais, mas não noutros, distinguido assim condutores de isolantes (para electricidade estática - a corrente era ainda desconhecida).
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Por volta do ano de 1746, Benjamin Franklin (1706-1790) postulou que um corpo, em circunstâncias normais, contém quantidades iguais de cargas positivas e negativas, neutralizando-se mutuamente. Como tal, concluiu que a eletrificação era o fenómeno gerado pela separação das cargas negativas das positivas (parando de se neutralizar).

State-of-the-art* em 1770:
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Existem dois ‘’tipos’’ de eletricidade (ou só uma que pode ser dada a certos materiais e retirada a outras).
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Há materiais isolantes e outros que são condutores.
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Cargas com sinais iguais repelem-se.
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Cargas com sinais diferentes atraem-se.
*Estado da situação